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06/11/2011

5- Nós e o Tempo









Olho para as estrelas no céu piscando como diamantes coloridos, como é lindo! Mas é possível que eu esteja vendo um fulgor do passado, essa luz atravessando o Universo vem de milhões, bilhões de anos atrás, essas estrelas podem nem mais existir na composição cósmica, mas para nós é uma realidade absoluta no nosso presente. Mas ela está lá compondo o grande carrossel da galáxia, como pode não existir mais se a vejo? Porque não há divisão de tempo, mas equivocadamente separamos tudo, separamos o tempo em passado, presente e futuro, pois o cérebro humano não consegue concatenar o tempo. Não consegue perceber que o que existe nesta eternidade é somente o agora, esse presente que estamos dando plena atenção.
Assim como outras que fui na Roda das Reencarnações, estão presente em mim agora, e outras que serei no futuro, estão presente aqui em mim agora, porque não há divisão do Eu, não há passado e nem futuro na existência do ser, apenas a unidade presente.
Um lampejo das criações mentais nos concernes da mente, pode se fazer presente agora, assim como as luzes dessas estrelas de uma galáxia distante se faz real para os olhos e sentidos do presente. Como tudo está interligado portanto as  conseqüências estarão sujeitas a existência eterna.
A grande transição é a nossa íntima, porque somos criaturas em fase de mutação e aperfeiçoamento. Mas esquecemos ao longo do tempo eterno de livrarmos das nossas cascas e assumir o novo ser mais leve e transformado. E vamos carregando em tempo e espaço os estorvos, que são as nossas imperfeições morais, as culpas que creditamos a nossa ignorância ou outros imputam a nós e que não nos livramos na travessia reencarnatória, onde materializamos e realidamos o tempo e as penas para gerar o processo expurgatório, mas preferimos  formar um buraco negro em nós mesmos que nada acrescenta a nossa ascendência espiritual.
Parece não ser o bastante zerar como crianças o nosso passado, para que avancemos para o futuro. Assim como pular amarelinha, nos deparamos com o obstáculo do caco na casa do caminho, o presente e o céu que almejamos continua lá em cima sempre distante de nós, mas está lá a nos esperar. E assim ficamos presos no jogo, repetindo, e repetindo até aprender a vencer aquele obstáculo que nós mesmos colocamos, mas como separamos o tempo esquecemos que fomos nós e mais ninguém que parou a espera de um milagre. Ilusão!
O grande milagre somos nós mesmos, na oportunidade da experiência na vida onde podemos crescer para o céu, ou ficar na casa debaixo na esperançosa ilusão que o “mestre” caia do céu em tempo indeterminado da espera.

13/02/2011

O bambu chinês


O bambu chinês (bambusa mitis) é uma planta da família das gramíneas, nativa do Oriente.

Destacamos aqui uma particularidade muito interessante, relativa ao seu crescimento.

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo.

Durante 5 anos, todo crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu.

O que ninguém vê, é que uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, está sendo cuidadosamente construída.

Então, lá pelo final do quinto ano, o bambu chinês cresce, até atingir a altura surpreendente de 25 metros.


Quantas coisas em nossa vida são similares ao bambu chinês...

Trabalhamos, investimos tempo, esforço, dedicação, e às vezes não vemos resultado algum por semanas, meses ou anos.

Quem sabe, se lembrarmos desta lição que a natureza nos dá, através do bambu chinês, teremos a paciência necessária para esperar o tal quinto ano.

Assim não deixaremos de persistir, de lutar, de investir em nós mesmos, sabendo que os frutos virão com o tempo.

Muitos ainda somos imediatistas, desejando o retorno fácil, a conquista instantânea.

Esquecemos que todas as grandes e valorosas conquistas da alma demandam tempo, exigem esforço de muitos e muitos anos, e às vezes de muitas vidas.

Este hábito de não desistir de nossos objetivos, de continuar tentando, de não se abalar perante os inevitáveis obstáculos, constitui uma virtude.

Continuar, persistir, manter constância e firmeza, fazem parte da importantíssima virtude da perseverança.

A perseverança é o combustível dos vencedores.

Mas não dos vencedores mundanos, de vitórias superficiais e transitórias. Mas daqueles que vencem a si mesmos, que vencem dificuldades no anonimato.

Thomas Edison, homem perseverante, afirmou que nossa maior fraqueza está em desistir, e que o caminho mais certo para vencer é tentar mais uma vez.

E quantas centenas de vezes ele tentou fabricar sua lâmpada, sem sucesso... E o mais interessante é que as muitas tentativas frustradas lhe davam mais forças ainda.

Eu não falhei. - dizia ele. Encontrei 10 mil soluções que não davam certo.

Em outro momento afirmou que os três grandes fundamentos para se conseguir qualquer coisa são: primeiro, trabalho árduo; segundo, perseverança; terceiro: senso comum.

Aprendamos com esses expoentes que muito conseguiram, não vislumbrando apenas os louros da glória, ou apenas admirando contemplativamente.

Respeitemo-los por suas aquisições valorosas, e enxerguemos o caminho todo que trilharam até conseguir seu sucesso.

* * *

Não asseveres: É-me impossível fazer!

Não redargas: Não consigo!

Nunca informes: Sei que é totalmente inútil aceitar.

Nem retruques: É maior do que as minhas forças.

Para aquele que crê, o impossível é tarefa que somente demora um pouco para ser realizada, já que o possível se pode realizar imediatamente.


Redação do Momento Espírita com base no cap. 39, do livro Convites da vida, pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.